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Tem idade pra tudo
A pressa para ensinar coisas às crianças antes do tempo pode trazer uma ansiedade desnecessária

 

Por Dr. Saul Cypel, pai de Marcela, Irina, Eleonora e Bruna. Fale com ele: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

O desenvolvimento infantil depende de uma série de habilidades que o bebê adquire aos poucos, numa sequência lógica. Primeiro, ocorrem as mudanças mais elementares e depois as mais

complexas. Isso acontece porque o cérebro precisa estar em condições estruturais adequadas para que cada coisa seja aprendida.

 

 

Isso quer dizer que não será possível uma criança andar sem antes ter firmado bem a cabeça e sentado sem apoio, o que vai ocorrer por volta dos 12 meses. E também não podemos esperar que uma criança de 6 meses ande, visto que seus circuitos neurológicos motores ainda não estão preparados para tal.

 

Da mesma forma, podemos pensar em relação ao aprendizado da leitura e da escrita. As condições ótimas para que sejam desenvolvidas se estabelecem, em geral, nas crianças em torno dos 6 e 7 anos. É por isso que, nas escolas, as atividades de alfabetização ocorrem mais neste período. Não há vantagens em antecipar esse processo, já que crianças mais novas estão muito mais interessadas em brincar e não veriam muita utilidade na escrita.

 

Os aprendizados são dependentes uns dos outros – são necessários pré-requisitos para que sejam adquiridos. É preciso, por exemplo, ter a noção de quantidade para depois poder desenvolver um bom raciocínio matemático. E assim por diante.

 

Além do que, antecipar aprendizados buscando desenvolver precocidades nas crianças pode desencadear ansiedades desnecessárias, mais do que produzir benefícios. Há tempo para tudo: para dormir e acordar, para comer, para brincar, para aprender as regras de convivência e para adquirir conhecimentos. Vamos com calma.

 

Dr. Saul é professor livre-docente de Neurologia Infantil, consultor do Programa de Desenvolvimento Infantil da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, diretor do Instituto de desenvolvimento Integrado (INDI) e neuropediatra

 

Pais e filhos adolescentes - Dicas para buscar o equilíbrio nesse delicado relacionamento…

 

Grande parte da atual geração de mães e pais de adolescentes sente-se perdida na orientação de seus filhos. Muitos tentam repetir o modelo que seguiram no passado, mas rapidamente percebem que não funciona mais. Outros tentam agir de forma diametralmente oposta à educação que receberam, mas também se frustram com os resultados. Qual a medida, afinal?

A sociedade é um organismo vivo. Seria ingenuidade negar que novos valores são diariamente agregados no cotidiano dos jovens: astros da música e do cinema apontam tendências, o universo da internet convida para jogos que os pais não compreendem. Há ainda uma gama infinita de “tribos”, cujo comportamento estranho ao nosso repertório de vida nos deixa confusos, além das baladas que começam à meia-noite e terminam às sete da manhã.

É importante lembrar que os valores de base de uma família são implantados do nascimento à puberdade. Nesses anos, a criança aprende desde a não levar para casa ou a devolver o giz de cera que não lhe pertence, a não interromper quando alguém está falando, a respeitar os animais. Muito mais que isso, observa e se nutre do comportamento e da dinâmica familiar. Mas a partir daí é hora de entender “Quem sou eu afinal?”. E por desejarem cortar o cordão umbilical, os conflitos começam a surgir. É uma forma de mostrar que não são uma continuação de seus pais ou de quem os represente, mas são eles mesmos.

Normalmente por volta dos 12 até os 18 anos, eles querem ser e aparentar ser independentes. Eles também se sentem confusos porque ainda dependem do lar para sua sustentação física e afetiva. Sentem-se impotentes e, como precisam se libertar, acabam por mentir e agredir silenciosamente (ou ruidosamente) o sistema familiar do qual se sentem escravos. Por outro lado, permitir tudo sem questionar os deixa também perdidos, com a sensação de que os pais não se importam. Começam, então, a ousar sem critério, como forma de entender até onde precisam chegar para que um movimento acolhedor por parte da família venha até eles.

É inútil achar que o jovem tem que entender o ponto de vista dos pais. Supostamente, quem é mais maduro e experiente é que deveria entender o ponto de vista dos mais inexperientes. Onde está o equilíbrio, afinal? Os pais não percebem que não são os filhos que estão se distanciando deles, mas o contrário. "Os pais não percebem que não são os filhos que estão se distanciando deles, mas o contrário. "

Os pais têm medo de perder o poder e o controle sobre os filhos. Não percebem que a energia que gastam dizendo todos os nãos e a energia que pensam que poupam dizendo todos os sins apenas promove distância e angústia.

Filhos não são nossa propriedade. Se os pais estão seguros dos valores que transmitiram, devem aceitar que eles batem asas, divergem de nós, buscam seus próprios caminhos sem que com isso o amor se perca.

Querer “chocar a cria” eternamente impede que ela cresça e aprenda com os próprios erros. Filhos são indivíduos e o melhor que fazemos por eles é ensiná-los a seguir. Depois de um determinado momento, tudo o que eles precisam é da certeza de que estamos lá, para apoiar e acolher nas dores. Mas não pra vivermos suas vidas nem para ditarmos regras eternamente.

Pais conscientes conseguem libertar os filhos do ninho numa atitude amorosa e confiante, e isso começa na adolescência. Porém, se você estiver se sentindo inseguro, procure ajuda profissional. Afinal, ninguém é obrigado a saber tudo sempre. Buscar orientação é também um ato de amor.

COMO BUSCAR O EQUILÍBRIO?


Se interesse pela linguagem deles. Pergunte o significado daquela palavra nova.
Não invada sua intimidade, ele quer ser respeitado.
Muna-o de informações a respeito de sexo, DST’s, drogas. Converse claramente sobre esses assuntos, sem constrangê-lo.
Evite chantagem emocional. Se quiser que ele se comporte com mais maturidade, não o trate como criança, nem faça com que ele se sinta culpado.
Esteja disponível para conversar sobre tudo, não minta sobre seus sentimentos e suas preocupações e considere sinceramente o ponto de vista dele.
Fale sobre sua juventude, mas sem a intenção de que ele seja como você foi. Os tempos são outros.
Demonstre que confia nele e em suas escolhas. Isso o torna mais responsável, ao passo que duvidar de tudo o deixa angustiado, desconfiado de que você não o conhece o suficiente.
Abra sua casa para receber os amigos de seus filhos. Mas não imponha sua presença, eles querem ser e aparentar ser independentes.
Não se importe tanto com a bagunça do quarto, mas faça com que ele se responsabilize pelas próprias coisas. Não com sermão, mas com atitudes (lave apenas as roupas que estiverem no cesto, por exemplo).
Ensine-o a valorizar e a administrar o dinheiro que porventura você ponha em suas mãos. Estabeleça limites claros para o que ele pode ou não pode ter. E, acima de tudo, faça acordos.
Negar ou permitir algo deve ter um motivo razoável, assim ele aprenderá a argumentar, questionar e a lidar com frustrações. Poderá também sentir que nem sempre sai “perdendo” quando aprende a dialogar.
Evite frases como “Enquanto você depender de mim tudo será do meu jeito”. Vocês dois sabem que ele ainda depende do lar para sua sustentação física e afetiva.

Celia Lima - Psicoterapeuta Holística -

 

Comentários  

 
0 #3 Tudo neste mundo tem seu tempo...Julia Rocha Camargo 20-10-2011 16:00
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0 #2 A história de um homem que não tinha tempo.Julia Rocha Camargo 20-10-2011 15:59
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0 #1 EXISTE UM TEMPO PARA TUDO (Time for all ) videoclipe by Johnson Ordoñez - video de motivaçãoJulia Rocha Camargo 20-10-2011 15:58
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